Você vive um amor inteligente?

Ser inteligente e comunicativo não significa segurança para contribuir com uma relação saudável e feliz. Mesmo pessoas cultas podem construir uma relação irracional, falida emocionalmente, repleta de atritos, destituída de sensibilidade e de troca.

Casais saudáveis amam-se com um amor inteligente, e não apenas com a emoção. Quem usa apenas a emoção para sustentar um relacionamento corre o risco de ver os seus sentimentos flutuarem entre desertos e glaciares. Em um momento, a pessoa vive as chamas da paixão; em outro, vive os gélidos atritos.

Casais inteligentes têm mente madura, focam-se no essencial, na grandeza do afeto, na preferência pelo diálogo e pelo espetáculo do respeito mútuo, enquanto casais desinteligentes valorizam o trivial, discutem por tolices, dissipam a sua energia psíquica com pequenos estímulos estressantes, são rápidos ao se acusarem e lentos ao se abraçarem.

Casais inteligentes enriquecem o território da emoção, valorizam o que o dinheiro não pode comprar, enquanto casais desinteligentes, mesmo quando enriquecem, empobrecem. Como? Empobrecem dentro de si, pois dão importância excessiva àquilo que o dinheiro consegue conquistar, e não a eles mesmos.

Casais inteligentes mapeiam e domesticam os vampiros emocionais que sugam a sua alegria, espontaneidade e romance, enquanto os casais desinteligentes escondem os fantasmas no porão da sua mente.

A mente humana é como o pêndulo de um relógio que atua entre a razão e a emoção. Nossa capacidade de tolerar, solidarizar, doar, divertir, criar, intuir e sonhar é uma das maravilhas que surgem desse complexo movimento.

O amor é seu melhor fruto. Cuidado com os desvios desse pêndulo! Se formos minimamente racionais e excessivamente emocionais, viveremos inúmeras “dores de cabeça”, construiremos nossos próprios conflitos. Sentiremos medo diante de pequenas coisas, ansiedade por fatos que ainda não aconteceram, perturbações por fantasias estúpidas, angústia pelas críticas e opiniões alheias. O amor sem os alicerces da razão gera a superproteção. E a superproteção asfixia a criatividade do outro, bloqueia a capacidade de lidar com os desafios, tomar decisões e aprisiona a determinação.

Atualmente, é muito fácil construir relações doentias com filhos, alunos, amigos e, em especial, com a pessoa que escolhemos para construir conosco uma história. Com frequência, a paixão irracional e insana é confundida com o amor inteligente. Treinar nosso Eu como gestor da emoção para conquistar o amor inteligente deve ser a meta fundamental de qualquer ser humano que queira desenvolver uma mente brilhante, sobretudo para relacionamentos saudáveis, duradouros, cooperativos e felizes.

O amor não é um dom genético, nem privilégio de uma classe social, mas um fruto destilado por mentes treinadas ao longo do traçado de sua história.

DICA DO MÊS
Nessa obra, o leitor irá compreender minimamente a complexidade da mente humana; saber que temos o poder de piorar os outros, não de mudá-los; saber que estratégias erradas, como cobrar demais, aumentar o tom de voz, dar sermões, criticar em excesso, ter ciúmes, chantagear, fazer comparações, levam à falência dos romances; e muitas outras técnicas.

Título: As Regras de Ouro dos Casais Saudáveis
Autor: Augusto Cury
Editora: Planeta
Preço: R$ 16,99

*Preços pesquisados em agosto de 2019

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