Autismo versus alimentação infantil

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O autismo, classificado como “transtorno do espectro autista” (TEA), caracteriza-se pelo déficit no desenvolvimento neurológico que envolve prejuízo cognitivo, na comunicação, dificuldade de socialização e comportamento restrito e repetitivo, que podem variar de leves a severos.

A sua origem ainda não é esclarecida, porém, pode estar associada a fatores genéticos, ambientais ou dietéticos.

Dificuldades comportamentais e físicas:
Relatos de pais e pesquisas mostram que grande parte das crianças com TEA enfrenta problemas gastrointestinais como refluxos, diarreia e dores abdominais. Muito comuns também, são as dificuldades na alimentação, como aversões a certos tipos de texturas, cores ou cheiros de alimentos. Também podem ocorrer recusa e seletividade alimentar, que geralmente causam conturbações no momento das refeições e, o mais importante, podem afetar o aporte nutricional adequado e interferir no desenvolvimento da criança.

Estudos recentes reportam a tendência à maior permeabilidade e sensibilidade intestinal entre os autistas, o que reforça a hipótese de a origem do transtorno estar diretamente relacionada a fatores nutricionais e metabólicos, que podem acionar mecanismos de predisposição genética.

Condutas para a melhora dos sintomas:
– dietas restritas em glúten e caseína ou com o uso de pré/ probióticos e suplementos de vitaminas e minerais;
– magnésio (a deficiência desse elemento contribui para a irritabilidade e excitação) e vitamina B6, para o estresse oxidativo, que altera o funcionamento celular e a expressão genética;
– ômega 3, sobretudo EPA (ácido eicosapentaenóico, que é um potente anti-inflamatório), e DHA (ácido docosahexaenóico, fundamental para os neurônios e estrutura cerebral).

As questões alimentares também podem estar ligadas a fatores comportamentais. Por isso é muito importante que os pais e cuidadores propiciem um ambiente adequado para melhorar a qualidade da alimentação:
-mantenha uma rotina estruturada para as refeições;
-crie os passos para a criança entender que está na hora de comer, como lavar as mãos, colocar a mesa;
-não force, mas ofereça. Coloque alimentos variados à mesa, perto da criança, de maneira que ela possa ver e se servir;
-se a criança aceitar, ponha alimentos diferentes em seu prato, mesmo que ela não coma, mas para se familiarizar com os cheiros, texturas e cores diferentes.

Equipe multidisciplinar
Crianças e adolescentes com TEA que apresentam problemas gastrointestinais e alimentares devem ser avaliadas por uma equipe multidisciplinar de pediatras especialistas em gastroenterologia, psicoterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e nutricionistas a fim de traçar um plano clínico como um todo para a melhora dos sintomas.

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