Lar doce lar

Essa situação é muito diferente à do Brasil, que ainda está em crescimento exponencial da pandemia

imagem: Ilustrativa

O mundo que não se rendeu ao negacionismo, nem ao catastrofismo, e soube se preservar da Covid-19, começa a sair do isolamento social, e a retomar a economia mais cedo e de forma mais consistente do que os menos conscientes.

Países que estão relaxando o isolamento como a Alemanha, a França ou a Itália já ultrapassaram, há muito, o pico da pandemia e hoje têm, respectivamente, 0,4; 0,7 e 1,2 mortes diárias por Covid-19 a cada milhão de habitantes.

Essa situação é muito diferente à do Brasil, que ainda está em crescimento exponencial da pandemia, e hoje tem uma taxa diária de mortos pelo coronavírus a cada milhão de habitantes nos estados de São Paulo (7,6), do Rio de Janeiro (15,6), ou do Ceará (26,5).

Por isso Donald Trump afirmou, no dia 5 de junho, que, se os EUA seguissem as mesmas políticas de controle da pandemia do Brasil e da Suécia, provavelmente teriam mais de 2,5 milhões de mortos. Apesar de tardia, a adoção de um isolamento social mais rigoroso durante algumas semanas, foi o suficiente para a Casa Branca prever uma redução do desemprego nos EUA de 22% para 13%.

Onda de pânico
Em meados dos anos 1980 do século passado, quando eu era diretor da Communic Hay em Paris, fui consultado pela Aérospatiale para ajudar a superar uma onda de pânico despontada por um dos primeiros casos de HIV na empresa.

O HIV ainda era praticamente desconhecido, por isso, muitos dos empregados lotaram os serviços médicos exigindo exames, receosos de terem sido contaminados; na ocasião, até o restaurante da empresa foi interditado. A Aérospatiale quase paralisou!

O HIV, que alguns consideravam então ter vindo para extinguir a humanidade (que se tinha tornado uma Sodoma e Gomorra), quase 40 anos depois continua sem vacina, sem cura, e sem imunização de rebanho; apenas pode ser tratado para dar uma qualidade de vida razoável aos pacientes. E a humanidade aprendeu a se preservar e a conviver com esse vírus.

Por isso, não é uma fatalidade se também não forem encontradas a vacina, a cura ou a imunização de rebanho do Covid19, mas teremos de aprender a nos preservar e a conviver com esse vírus, pelo menos durante alguns meses ou mesmo anos.

Novos hábitos e uma nova sociedade
Na medida em que a onda de contágio do Covid-19 for controlada, vamos transitando do isolamento para o distanciamento social, criando novos hábitos sociais e uma nova sociedade e economia low touch (baixo contato).

Muitos reclamavam que perdiam muito tempo no trânsito e no trabalho, longe da família, e agora, com o home office, podem realizar todas as refeições com ela, ajudar os filhos nas lições escolares, alimentar-se melhor; são menos poluentes e ainda são mais produtivos. Por isso, 74% das empresas que adotaram o home office vão continuar.

A disponibilização massiva de conhecimento na internet também veio incentivar o ensino a distância e o lifelong learning (aprendizagem para toda a vida).

A gig economy (economia de aplicativos) disponibilizou-nos todo o tipo de serviços e produtos em casa. Alimentos, medicamentos, vestuário e até automóveis estão ao alcance de um clique. Até mesmo o concerto do nosso cantor favorito e o último lançamento cinematográfico passaram a estar disponíveis na nossa sala.

No novo normal, o lar passou a ser o epicentro da vida familiar, do trabalho, da educação, do comércio e do lazer, e nunca foi tão apropriado aclamar: “Lar doce lar”!

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